sexta-feira, 24 de julho de 2009

Você disse que minha boca seria melhor se eu não fumasse,
Mas você pouco provou minha boca
E eu quis tragar o doce sabor de ver você assim: tão pouco sóbria
Na ponta de uma escadaria
Eu quis te beijar
Te rodar a cabeça
Te fazer poses
Te injuriar de leve, em pequenas agulhadas, em algo que você sentisse como um fluxo de declarações de amor, amizade, simpatia pela sua beleza e a sua carinha magra.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

eu me dividi em muitas coisas
e troquei-as por amizades e sorrisos ébrios
Proporcionei festas no meu corpo
e reguei esperanças

Eu dei sete passos do tamanho de dez
porque eu tive pressa e ainda assim
soube correr lentamente
eu não lutei contra o tempo

eu criei o meu tempo
e me recusei a viver a angústia de vê-lo passar

eu me dividi
como se dividi um pão sem cristo
me dividi nos limites do meu corpo
nos limites de alguns prazeres
entre dois ou mais amores

E foi preciso que eu me repartisse
para me compreender por inteiro.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Manhã.
A marginalidade travestida em transeunte
mas são tantos os sentidos da transformação
que é pouco provável
mesmo que se coma estrelas
que se possa disfarçar para si
a sensação deixada pelo relento
relembro em flashes contínuos
o que era o ontem e o hoje, que vivi sendo o amanhã.