sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

há tensão

Atenção à vida
sempre preste
a ser mal vivida;
com o amor mal feito às pressas,
com os sorrisos e piscadelas de disfarçe
das inconveniências que não tomamo-nos
em coragem para revidar.
eu resisto
em um grito noturno
que me desperta do pesadelo e me traz de novo a mim.
acordo com a corda enrolada no pescoço
e vejo-a transformar-se em uma serpente
que dança balé ao som de um jazz qualquer
que invento na minha mente
assim desvencilho me de alguns problemas,
mas não esqueço do veneno que me dá o soro do sempre aprender

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Quebre-se o inútil
Afaste-se o fútil.
Queira-se o útil
Que desperta o desejo no simples.

Mesmo em momentos pouco inteligentes
Para se fazer grandes deduções
É necessário transpor os muros
Que separam-nos da nossa verdadeira
Criação

Sem apostar no óbvio como condução do pensamento
Sem resgatar os defuntos como fonte de vida.
Rasgar a carne e deixar o sangue correr
Paro respiro, reaprendo o ar e suas finalidades

Voaria e viveria no fundo de um céu ou de um mar,
Na Indefinida imensidão; a junção, no horizonte, dos azuis celeste e marítimo
Mas mantenho meus pés em terreno fértil e natural
Pois aqui é que se vive esse ser

Hoje sou nuvem, mas
Se algum dia houver
Em que eu exista somente
Na forma do pensamento
No conceito de energia,
Que eu seja luz.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O espelho da verdade
É a visão do avesso
É a pressuposição da existência de uma relação que está implícita nos atos e ações
O espelho da verdade reflete a própria intenção e a intenção alheia
É um espelho auto crítico, porque nos coloca diante da liberdade da percepção
E do questionamento: porque nos colocamos em determinadas situações? Porque não rompemos com certas regras e conveniências, na busca de uma interelação mas sincera?
E não a uma vida que se assemelha a um jogo

domingo, 15 de fevereiro de 2009

músiva 1

Uma nova ressaca se anunciava em mim
Antes mesmo de iniciar os procedimentos
Comuns ao meu dia a dia
A prévia do sentimento detectada parabolicamente ... (falado com efeito-afeto antes do início):
A cada troca de canal
O propício é encontrar o que não está perdido
Será que alguma coisa não se perderá?
NO RADIO DA TV DA CABEÇA
O Auspício de quem se encontra face a face ao precipício

E se abisma ao saber-se só
e o silêncio de quem liga a televisão
a função “A beira (abeira) da sensação inteira”
a função da parábola: pela beira
Que funcione a parabólica da mente que não conecta a televisão (daí muda)

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

nem todos os dias são iguais

Há os de hábito estranho e a lua
Há os de hálito fresco e a rua
O vício e o gosto
A brisa no rosto
De rima simples e pouco variada
É pouco do SON pro sono ... é um “ó”
Tem pouco som .


Todos os dias são iguais
Sigo para dentro no não faz me desfaz
No espelho reflexo do confrontamento
Eu sou um ALENTO de inapto
Ato que sigo solitário
Rumo ao nada

Eu fumo pra fazer fumaça
Eu fumo pra fazer fumaça
E o bafo do dragão
Eu fumo pra fazer a cabeça
Eu fumo pra fazer a cabeça
É a chama do dragão
Eu fumo pra matar a fome
Eu fumo pra matar a fome
É a morte do dragão
Eu fumo pra fazer o soro
Eu fumo pra fazer o soro
É o veneno do dragão
Eu cuspo fogo.
Onde é que você foi?
Eu fui do mato fazer fumaça
E o que é que você viu?
A cobra beber cachaça
E o anel da mão da serpente

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

E as fábricas começam a buzinar. Um movimento que responda às exigências dessa primeira década do século XXI, não começa no ano dois zero zero nove, seu desenvolvimento teórico e prático é fruto de um acúmulo, mesmo que as transformações no cenário exijam uma atuação correspondente por parte dos que acreditam na transformação revolucionária da sociedade; diversos processos demonstraram a vida de algumas concepções surgidas das lutas políticas protagonizadas pelos trabalhadores e por isso são relembrados. Mas o corporativismo surdo que abala as principais discussões de hoje também não fala sobre a relevância de que os estudantes se organizem e discutam política.. Para responder a esfinge que afirma devoro-te e devoro-te, e despeja as massas de trabalhadores às margens, na precária condição de vida; e, para não citar saúde, educação e alimentação, ao corte dos salários negociados com os sindicatos dos fajutos, é preciso forjar uma nova pergunta. Decifro-te e destruo-te!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Incompleta

Uma fase incompleta da consciência em que toda a vida se parece como a negação da própria vida; E, por isso, vive-se a apatia - porque nenhuma relação social se parece verdadeiramente viva, quando dissolvida entre os milharess que sobem as escadas rolantes.