terça-feira, 30 de setembro de 2008
O Futuro é vazio, No Destino há um escopo que precisa ser preenchido pela ação.
A investigação desse fenômeno tem-se reduzido à fonologia das línguas, pois sabe se que estamos sujeitos a compreender equivocadamente uma palavra que ouvimos pela primeira vez e cuja derivação não conhecemos, porém restringir o fenômeno da incompreensão à fonologia seria reduzi-lo demasiadamente, pois as explicações provenientes desse tipo de análise não nos levaria a compreender o que leva dois indivíduos, que falam uma mesma língua e criados sob uma mesma determinada cultura, a serem capazes de uma incompreensão das intenções presentes nos discursos de cada um. É preciso esclarecer, que o objetivo deste empreendimento é entender a má compreensão das intenções contidas em um discurso, uma fala, e não a má compreensão dos sons.
Teremos, então, que nos aprofundar sobre um aspecto pouco explorado nas teorias antropológicas sobre a comunicação humana; para isso consideraremos as reações de um interlocutor ao discurso de um orador, ponderando sobre a influência de seus aspectos psicológicos sobre a fisiologia de seu aparelho auditivo. Dessa forma, tentarei demonstrar que uma possível explicação para a arte do desentendimento humano se encontra na incompatibilidade que o sistema auditivo adquire diante da fala quando os dois agentes de um diálogo, orador e interlocutor, se encontram em diferentes estados psicológicos e de espírito
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
E o ar rarefeito é como o efeito do lança-perfume: na mente refaz a idéia em delay, delay, delay, de lei em lei eu vou na minha. eu sei quem sou! Se for pra me jogar então me lanço, se for me lançar então me jogo e no jogo o bicho pega se eu fico, mas se eu corro nem pega na fuga, e um momento fugaz não me satisfaz, por isso lança ... Menina lança-perfume ...
Desbaratina, sai.
Me alucina , vai.
Quando a cortina cai
Seu pensamento atrai, tudo que é sincero se permanece no ar, então vê se me dá o prazer de ter prazer comigo; menina-lança lance perfumes.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
De um diálogo com uma bruxa
Daí eu penso que o destino pode ser uma ilusão baseada nas relações que conseguimos estabelecer, mais especificamente quando conseguimos antecipar a percepção de uma possível relação “coincidencitiva”... como uma fuga do tempo presente pela visualização do futuro, mas como o tempo é convenção - o passado só existe, na nossa mente, tanto individual quanto coletiva, naquilo que pode ser preservado e descrito e perpetuado; o presente é somente aquilo que conseguimos apreender das experiências então o futuro está sujeito ,também à nossa compreensão, se eu penso já existe ...e daí é o destino
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
O deserto em nós
Para Cra,
Depende,
Há os sujeitos e os que se sujeitam, na vida e à vida, respectivamente,
Às conformações propostas, mas não impostas,
E aceitas com arbítrio;
Mas isso seria, e é, dizer-nos livres, e somos;
Se entendermos todo o mundo material sob redes de significação de todos os mundos sensoriais, subjetivos.
Em excesso talvez, mas e se for: se algo tirará o deserto de dentro de nós?
Desterrados do absoluto – que tende a Zero, porque somos sempre o porvir – a projeção da nossa ação em sonhos de futuros nulos e infinitos; o que é mais instigante, porque aumentam as possibilidades – e embora o infinito não seja mensurável e, portanto incompatível com qualquer comparação, ou relativização, creio que possamos dizer assim.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
eu sigo sozinho. Me vejo a caminho da compreensão mais profunda do místico, do sonho - o onírico.
Se eu durmo-acordado é por pura intenção de me manter desperto emquanto espero. Eu sei no que crer e no que não creio. Recrio a vontade de ter ninguém, recorro ao recurso de ser alguém, uma mancha, uma estrela, um vazio. Eu sigo sozinho, só, de pó em pó.
Após os tronos em que encontrei-me deposto por mim mesmo, disposto a ser eu mesmo; Aposto na vontade e no desejo!
Reponho o lugar, refaço, resgato o ar; respiro. Páro. Penso: Quanto Tempo faz que não temos e não vemos, mas não importa o tempo - exceto esse cinza que me faz pensar na última vez, no único sol a pôr-se e repor-se e nascer-se e então os últimos cigarros eu fumo sozinho.
E só eu sei se sou insano ou se há um destes contido em mim, que grita silenciosamente e explode discreto nos cantos, nos contos, em encontros, sem saber distinguir o verdadeiro, mas sem se misturar aos falsos. Buscando encontrar outros pontos para a vista, de olhos semi cerrados disfarço o que ouço e tudo ao meu redor e detesto saber se há o sabor certo. Prefiro sentir o cheiro de nomes que eu nem sei, mas o seu ... eu gosto e sei; e talvez outros também, mas só sabem outro, pois o que eu sei é meu, mesmo sendo seu- simples!
Faremos com mãos pãos, ou pães, alimentos para as mentes de Guimarão de sertãos ou Guimarães dos sertões - Questão de opiniães.
Antônio, Marias, Joões ( . ) - de - barro, ninguém; Madalenas, mães de Deus; Conselheiros, curandeiro. Peões, em tabuleiros preto e branco, mulatos, caboclos. Canudos.
Jagunços, tabréus, caipiras, caiporas, sacis.
Se sesse ou fosse assim tão fácil ser sozinho sem sentir-se só em todo o lugar.
Mas é tão banal ser tão formal, se for normal ser mais carnal; então ...
terça-feira, 2 de setembro de 2008
no contratempo da batida - nem sempre é simple seguir na contramão.
contradição: elementar meu caro!
Início do Fim é assim, para eu que quis ver e ouvir, sair de mim, ficar em outro lugar inconstante.
Não sou, estou: sagaz, fugaz. Insensatez.
Novato naquilo que faço bem. Sempre aprendendo o que há tempos já sei.
Mas se não der, hoje ou amanhã, tudo bem! Tudo que vai, vem!
Só pra quem tem diposição, ou então puro lance de sorte, daqueles quando descubro o que de mim desperta em você a vontade de ter comigo uma coisa qualquer e que eu queira também.
