Dúvidas, o instinto inseguro
Não percebe o que há próximo
Precisa mesmo tanta luz para ver
Porque deixou de interessar-se pelo excuso
Escuro
Reivindica o direito ao sagrado
Mas no silêncio sentido em uma noite discreta
O despertar das palavras é trocado em um olhar
Fechou-se em si,
Como se daí algo pudesse escapar
Tem medo de que sejam voláteis os sentimentos
Ou pretende guardá-los pelo que despertam em si
O mundo vira e as coisas mudam
Não pense que tudo deve ser dito
O que lhe disse o sol hoje pela manhã?
É preciso sentir
Sem culpa, ou preservação
O caminho que está seguindo
Perceber a (r)evolução dos pensamentos
Operando a ação
Essa inconstância é o resultado de explosões
Porque então insiste em apagar esses fogos?
Deixa-o come a carne
Arder o sangue
Deixa-o consumir tudo o que toca
e aquilo que soa como
Um contágio sensível demais
Para ser vivido sozinho
Então não se preocupe com o toque
E não recolha a mão no momento do carinho
E deixe que as respostas soem aos seus ouvidos como perguntas.