terça-feira, 17 de agosto de 2010

poucas são as mensagens
que podem alterar
o rumo de um dia

simples atitudes
similares aos gestos
das pedras

toda tensão
é solúvel em água
fria de preferência

toda atenção
é necessária ao entendimento
da dimensão cósmica
invariável

um novo plano pode formar-se
em meio à revolução do movimento
e então, o desvio milimétrico-poético
que improvisa o discurso

questionando coma pergunta certa
nos desvia do círculo vicioso
para o universo dos círculos cocêntricos

espirais de infito
dentro e fora simultâneos
sinuosidades correlatas

nos conhecemos como as gotas d´agua
que se reconhecem ao descerem pelas pedras
e da junção de suas perspectivas
formam célebres estlactites

que povoam os salão ocultos de cavernas
cúmplices do tempo
arquétipos da paciências

sábias pedras misteriosas
quando aprenderemos a valorizar seus silêncios?

domingo, 1 de agosto de 2010

Olho impaciente as dimensões de um relógio
que não me revela em horas os lugares onde estive pensando
algumas perguntas - idéias fixas
revelam insatisfações

tenho me repetido temporalmente em ansiedades
Quero um salto no espaço ... e
a visão pasma de um astronauta que diz:
A Terra é azul.
como se nunca houvesse visto um azul.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Posso compartilhar silêncios
mas somente o de pessoas agradáveis

São íntimas as conexões
que dispensam palavras

mas quando tudo o que for dito
possa soar fácil à compreensão

Para dizer, disse.
e não há outro jeito

sexta-feira, 11 de junho de 2010

REVOLUÇÕES

Quando a opressão social nos submete ao delírio, e vemos o hábito das ruas perder-se nas gerações, reconquistar o direito ao futuro é o mínimo pelo qual podemos lutar! Cabe em nós denunciar o preconceito e a repressão; Morder, com 68 dentes, aqueles que tentarem nos calar; nos muros, criar a propaganda através de inscrições e desenhos como parte integrante do movimento revolucionário - como parcela do método de auto-expressão, pois as idéias não devem estar confinadas em livros, mas sim democraticamente expostas no nível da rua e tornada disponível a todos.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

domingo, 6 de junho de 2010

O sobrenatural me assola,
assombrado pelas minhas próprias ações,
mas incapaz de paralizar-me em ação,
deixo-me seguir em moviventos de nuvens
soprado em todas as direções.

altazor é minha bússula,
"meus quatro pontos cardeais são três:
o Norte e o Sul."

Assombrado, pelas constatações
que impressionam pela beleza do caráter único
de cada ação vivida na dúvida .

quinta-feira, 3 de junho de 2010

beringela borrachente,
não sabe que lhe aguarda
a operação de um periquito ...

terça-feira, 1 de junho de 2010

Astropode

Declaro o "pisque" radiante dos seus cílios
o movimento da minha renovação

intercalo sílabas
em uma
palpitante constância de criação

Decifro-me em enigmas
E demonstro-me no que me inspira.

que sejam explosão, fogo e ar.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

novo tempo

Por 60 segundos eu parei
e o tempo admitiu em mim
uma nova inconstância
tempo paralisado no presente
iluminado pelo brilho de estrelas distantes
As luzes dançam nas minhas vistas
em poucas idéias
quero multiplicá-las em palavras
como a presença agradável
que faz eu me sentir
vivo
diariamente
explodindo
em alegrias,
uma bomba
anti-relógio,
como o avesso do vazio
num sonoro silêncio
de plumas ou de carinhos.

domingo, 18 de abril de 2010

Insonia

Não temerei a insônia
Que me mantém acordado
Isso é tudo ânsia
Anseio de novidade
Recebo estímulos
E deles pereço também
Minha criatividade imanente
Aparenta ter o que não deve ser
Traduzo-me em mistérios
E me revelo veloz
Antecipo o presente
Ao conjugar-me em futuro
Tempo e vento partcipam de um milagre de união íntima.

Etnias

Os Índios Negros do Nordeste
Os Yanomami que não falam o Português
Os Guarani da Periferia Paulista
São Índios
No sentido indigenista do termo
No sentido higienista do paradoxo
A Dança das Etnias
A Valsa das Populações
A Política Cultural Cabocla
O terrotório a quilo Quilombolo
Mal, mau, mal dita antropo
Mau, mal, mau dita logia
Os Laudo Técno-científicos
O Turismo etnográfico
O Agronécio industrial
Mel, meu, nossos índios
No sentido restrito da palavra
A Tucandera bastiã
A Zarabatana e o machado de pedra
Nous, todos nús!

Pongo la taza.

Apoio o copo sobre a tábua branca, mal iluminada
O silência das formigas me comove
Como esse gole de café sem açucar
Um amargo gole de café ... sin azucar
O corpo mole apoiado sobre a massa chamada mundo
Em lento deslocamento
Os pensamentos que estavam aqui foram-se
Encharcados pelo suor
Como o ohar fugidio antes do encontro.

Transformação

Algumas coisas se tornam esparsas para ocupar um lugar maior,
outras transformam-se para tornarem ao início
Em que momento se percebe as mudanças?
Aí abrem se tantas esperanças
que o que
antes era divisão torna a multiplicar-se em mil
um passo incômodo quando o perceptível
deixa um pouco de si em cada canto
não é de uma só vez que se pode tornar se tudo
sem ceder ao desconhecido

Dúvidas

Dúvidas, o instinto inseguro
Não percebe o que há próximo
Precisa mesmo tanta luz para ver
Porque deixou de interessar-se pelo excuso
Escuro
Reivindica o direito ao sagrado
Mas no silêncio sentido em uma noite discreta
O despertar das palavras é trocado em um olhar
Fechou-se em si,
Como se daí algo pudesse escapar
Tem medo de que sejam voláteis os sentimentos
Ou pretende guardá-los pelo que despertam em si
O mundo vira e as coisas mudam
Não pense que tudo deve ser dito
O que lhe disse o sol hoje pela manhã?
É preciso sentir
Sem culpa, ou preservação
O caminho que está seguindo
Perceber a (r)evolução dos pensamentos
Operando a ação
Essa inconstância é o resultado de explosões
Porque então insiste em apagar esses fogos?
Deixa-o come a carne
Arder o sangue
Deixa-o consumir tudo o que toca
e aquilo que soa como
Um contágio sensível demais
Para ser vivido sozinho
Então não se preocupe com o toque
E não recolha a mão no momento do carinho
E deixe que as respostas soem aos seus ouvidos como perguntas.