A dialética pensada na razão dualista justapõe termos que não são opostos, o branco só é a contradição do preto se assim o pensarmos, mas se considerarmos a existência de uma escala cromática, cuja gradação siga nas duas direções até o infinito, quaisquer pontos escolhidos para serem justapostos serão pontos aleatórios, e todos os pontos implicam-se um com o outro e com todos os outros ao mesmo tempo, a contradição do branco é o vermelho, o amarelo, o azul, o verde, pois a distância mínima entre dois pontos é O infinito, mesmo entre o branco e o branco, achar que não deveríamos temer o que estamos tranquilo e pensar em uma oposição que não se resolve - das coisas que estão tranquilas em nós, temos medo, saudade, angústia, amor ... tudo se relacionando como teses, antíteses e sínteses - sendo tudo uma coisa só - um UNO.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
O verde
Alguns substituem
o vício
pelo hábito
de chupar balas, o que me parece um pouco infantil.
Talvez algumas infâncias sejam dignas, as demais , porém são curtas - as dos vendedores de balas, por exemplo!
Não foi o cigarro que me tornou menos digno.
Aliás, digno de quê?
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
...mas me parece que não há uma adesão tão imediata quanto à intensidade na participação do ritual do silêncio. Como a angústia do interno que deseja libertar-se e torna-se dramático ao expressar profundamente cada sentido, que acaba por amar a sua própria condição miserável de ser por sabê-la parte de si e constituinte do seu pensamento, e por isso revela-se depressivo mesmo sabendo-se sem motivos para a tristeza.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
E vou sendo como posso ver
me envolvendo com o sol
quem me envolve com avenda? É "Não-Ver"!
a recapitulação pode ser feita à forma de um diário, com 3 páginas para cada dia: na primeira escreve-se como se acredita que será o dia; na segunda, como o viu no momento em que o viveu; e na terceira como o reviu em um momento qualquer da vida.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Dragão da Bondade.
Quando o profano guerreiro se anuncia o dragão da bondade, minha mente escrutina-me, me faz pensar me, me saber duvidar-me e das catacumbas em que se escondem, minhas almas saem e vem aos meus ouvidos me contar as estórias que vivi e que não sei. E se a presença de fumaça lembra o fogo, o meu epílogo é meu prólogo também e faço o exame do flagrante consciente d emim mesmo agindo inconscientemente.
é como a história da mula africana que fala do irmão da mãe, o cavalo, e nunca do pai, o burro.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
O Infinito pode ser um ponto.
Destaco certamente a conclusão de que ENTRE O CONFORTO FORMIDÁVEL DOS DISFARCES E O DISFARCE CONFORTÁVEL DOS CONFRONTOS EXISTEM ESPAÇOS OPACOS SOB COBERTAS DE PROTEÇÃO; E SUAS TÉCNICAS NÃO NOS LIBERTAM - QUE NEM O FIXO DE UM CHINÊS QUE ATROPELA UM TANQUE, ESTACADO, SEM DESTAQUE, MAS QUE O SANGUE NÃO ESTANCA. ESTANQUE PODER, INVIOLÁVEL PRAZER, ENTRE O SER E O NÃO SER COMUM.
E finalizo com uma compilação:
Cada situação pede uma ocasião
nem sempre é simples seguir na contramão
contradição elementar: início do fim é assim
Para eu que quis sair de mim
Tentando sentir a intenção dos sentidos
se eu durmo-acordado é por pura intenção
Explodo discreto nos cantos pois
Saber distinguir o verdadeiro é não se misturar aos falsos
buscando encontrar outros pontos para a vista
do olhos cerrados disfarço o que ouço
e detesto saber se há o sabro certo
prefiro sentir o cheiro de nomes que eu nem sei ...
E lamento não ter conseguido prosseguir com 8 mãos:
Onde não acham normal: são os caminhos por onde vou:
Onde não há chão normal!
Pra quê o cadeado? Vai trancar o verso?
Por lamentar acho que é um excelente ponto ao reinício - então fica assim!
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Mensagem aos que estão lado em lado
Irmãs e Irmãos
Amigos Íntimos
Ao Inimigo Capital
Aos coletores de objetos perdidos
Boêmios e vagais em geral
Prestem atenção na mensagem que transcende
Por tudo o que vi e senti
Minha imunização foi marginal
Ao som do Tim Maia Racional
Mas meu Universo é sempre em Reencanto
Me reencontro e disfarço o que não sei ....
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Ainda sobre o Deserto ...
Mas se o Futuro for parte da memória, em parte pela relação que estabelece com o presente; o que nos faz pensar, falsamente, que estamos avançando em um sentido temporal; o Destino pode ser a concatenação de futuros que se encontram, real ou ilusoriamente, em um determinado ponto do espaço-tempo, mas que nem sempre têm realização dada, havendo a dependência de uma ação criativa dotada de Liberdade total em uma realidade parcial – que pode ser menos desesperadora, porque o tormento pode diminuir à medida que omitimos ou transformamos certos aspectos de sua manifestação.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
AYAHUASCA
terça-feira, 30 de setembro de 2008
O Futuro é vazio, No Destino há um escopo que precisa ser preenchido pela ação.
A investigação desse fenômeno tem-se reduzido à fonologia das línguas, pois sabe se que estamos sujeitos a compreender equivocadamente uma palavra que ouvimos pela primeira vez e cuja derivação não conhecemos, porém restringir o fenômeno da incompreensão à fonologia seria reduzi-lo demasiadamente, pois as explicações provenientes desse tipo de análise não nos levaria a compreender o que leva dois indivíduos, que falam uma mesma língua e criados sob uma mesma determinada cultura, a serem capazes de uma incompreensão das intenções presentes nos discursos de cada um. É preciso esclarecer, que o objetivo deste empreendimento é entender a má compreensão das intenções contidas em um discurso, uma fala, e não a má compreensão dos sons.
Teremos, então, que nos aprofundar sobre um aspecto pouco explorado nas teorias antropológicas sobre a comunicação humana; para isso consideraremos as reações de um interlocutor ao discurso de um orador, ponderando sobre a influência de seus aspectos psicológicos sobre a fisiologia de seu aparelho auditivo. Dessa forma, tentarei demonstrar que uma possível explicação para a arte do desentendimento humano se encontra na incompatibilidade que o sistema auditivo adquire diante da fala quando os dois agentes de um diálogo, orador e interlocutor, se encontram em diferentes estados psicológicos e de espírito
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
E o ar rarefeito é como o efeito do lança-perfume: na mente refaz a idéia em delay, delay, delay, de lei em lei eu vou na minha. eu sei quem sou! Se for pra me jogar então me lanço, se for me lançar então me jogo e no jogo o bicho pega se eu fico, mas se eu corro nem pega na fuga, e um momento fugaz não me satisfaz, por isso lança ... Menina lança-perfume ...
Desbaratina, sai.
Me alucina , vai.
Quando a cortina cai
Seu pensamento atrai, tudo que é sincero se permanece no ar, então vê se me dá o prazer de ter prazer comigo; menina-lança lance perfumes.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
De um diálogo com uma bruxa
Daí eu penso que o destino pode ser uma ilusão baseada nas relações que conseguimos estabelecer, mais especificamente quando conseguimos antecipar a percepção de uma possível relação “coincidencitiva”... como uma fuga do tempo presente pela visualização do futuro, mas como o tempo é convenção - o passado só existe, na nossa mente, tanto individual quanto coletiva, naquilo que pode ser preservado e descrito e perpetuado; o presente é somente aquilo que conseguimos apreender das experiências então o futuro está sujeito ,também à nossa compreensão, se eu penso já existe ...e daí é o destino
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
O deserto em nós
Para Cra,
Depende,
Há os sujeitos e os que se sujeitam, na vida e à vida, respectivamente,
Às conformações propostas, mas não impostas,
E aceitas com arbítrio;
Mas isso seria, e é, dizer-nos livres, e somos;
Se entendermos todo o mundo material sob redes de significação de todos os mundos sensoriais, subjetivos.
Em excesso talvez, mas e se for: se algo tirará o deserto de dentro de nós?
Desterrados do absoluto – que tende a Zero, porque somos sempre o porvir – a projeção da nossa ação em sonhos de futuros nulos e infinitos; o que é mais instigante, porque aumentam as possibilidades – e embora o infinito não seja mensurável e, portanto incompatível com qualquer comparação, ou relativização, creio que possamos dizer assim.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
eu sigo sozinho. Me vejo a caminho da compreensão mais profunda do místico, do sonho - o onírico.
Se eu durmo-acordado é por pura intenção de me manter desperto emquanto espero. Eu sei no que crer e no que não creio. Recrio a vontade de ter ninguém, recorro ao recurso de ser alguém, uma mancha, uma estrela, um vazio. Eu sigo sozinho, só, de pó em pó.
Após os tronos em que encontrei-me deposto por mim mesmo, disposto a ser eu mesmo; Aposto na vontade e no desejo!
Reponho o lugar, refaço, resgato o ar; respiro. Páro. Penso: Quanto Tempo faz que não temos e não vemos, mas não importa o tempo - exceto esse cinza que me faz pensar na última vez, no único sol a pôr-se e repor-se e nascer-se e então os últimos cigarros eu fumo sozinho.
E só eu sei se sou insano ou se há um destes contido em mim, que grita silenciosamente e explode discreto nos cantos, nos contos, em encontros, sem saber distinguir o verdadeiro, mas sem se misturar aos falsos. Buscando encontrar outros pontos para a vista, de olhos semi cerrados disfarço o que ouço e tudo ao meu redor e detesto saber se há o sabor certo. Prefiro sentir o cheiro de nomes que eu nem sei, mas o seu ... eu gosto e sei; e talvez outros também, mas só sabem outro, pois o que eu sei é meu, mesmo sendo seu- simples!
Faremos com mãos pãos, ou pães, alimentos para as mentes de Guimarão de sertãos ou Guimarães dos sertões - Questão de opiniães.
Antônio, Marias, Joões ( . ) - de - barro, ninguém; Madalenas, mães de Deus; Conselheiros, curandeiro. Peões, em tabuleiros preto e branco, mulatos, caboclos. Canudos.
Jagunços, tabréus, caipiras, caiporas, sacis.
Se sesse ou fosse assim tão fácil ser sozinho sem sentir-se só em todo o lugar.
Mas é tão banal ser tão formal, se for normal ser mais carnal; então ...
terça-feira, 2 de setembro de 2008
no contratempo da batida - nem sempre é simple seguir na contramão.
contradição: elementar meu caro!
Início do Fim é assim, para eu que quis ver e ouvir, sair de mim, ficar em outro lugar inconstante.
Não sou, estou: sagaz, fugaz. Insensatez.
Novato naquilo que faço bem. Sempre aprendendo o que há tempos já sei.
Mas se não der, hoje ou amanhã, tudo bem! Tudo que vai, vem!
Só pra quem tem diposição, ou então puro lance de sorte, daqueles quando descubro o que de mim desperta em você a vontade de ter comigo uma coisa qualquer e que eu queira também.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
quarta-feira, 28 de maio de 2008
sábado, 19 de abril de 2008
kijeme
Assim cresceram. Ao pé da figueira de treze troncos; às margens da lagoa tola; comendo Jambo, Eugênia, Syzygium malaccence e enfeitando-se com sementes de Juerama e Tento, e tabocas.
Joati, cuja bossa era procurar o odú, reaprendia constantemente as atividades da vida cotidiana. Seus movimentos eram sutis e exatos. Controlava cada osso metatarso, postos em arco, quando andava passo em passo; seus assobios ludibriavam até mesmo os pássaros: - “Bem-te-vi!” Bem-te-vi e diversos outros pio-pios soavam de seus lábios frequentemente.
Joatã era amante. Amava com paixão, variando-a, à passio , frequentemente crescia-lhe no peito uma dor, não conseguia olhar com o coração frio o sofrimento alheio, sentia certa simpatia por quem sofre – era, então, um tipo de amor que inspirava desconfiança.
Táiwò
Lamentava-se: – jamais poderei desaparecer voluntariamente, quando tiver vontade. Pretender sucumbir à fraqueza, não resistir às mágoas feitas pelos mundos é substituir uma força alquebrada por uma outra força, uma outra afirmação: – Se pudesse, assumiria contra tudo e todos uma recusa de coragem! Rolland Barthes
Costume entre os primeiros: a Íye, durante o Àisùn, na noite que precede o começo das cerimônias de iniciação, cantar o dom, a bossa, ao filho. E, então, em tom grave, Íye cantou:
E rora f´ésò j´ayé o
E rora f´ésò
B´áyé ba já kó se é so si mó
E rora f´ésò j´ayé o
Delicadeza é a vida,
Goza-a com cuidado.
Se o mundo se arrebenta,
Nada o emenda.
Ao fim saudou-o: - Oyin Fúnsó! O mel entregou este ser aos meus cuidados.
O kéhinde, Joatã, nasceu-morto. Paradoxo. E Íye, devota, cantou:
Wá gba awon erú re,
Ki fio mo wa silé fún wa
Kiósà á gbé wa
Vem buscar tuas oferendas.
Deixa-nos teu filho na terra
Para que o orixá nos proteja
Em Kijeme, fizeram abluções e tomaram beberagens vegetais, feitas com infusão de certas folhas, cascas e raízes que contém o axé, a força. O kéhinde abriu os belos olhos e Iyé saudou-o com ventura: - Mosebólátán! Enganaram-se os que pensaram que as realizações haviam terminado.
Assim nasceram. Em Kijeme era assim.
quinta-feira, 20 de março de 2008
ARTE + RUAS + ÁUREA
2_Em uma época de reprodutividade técnica, em que tudo é passível de ser copiado, essas etapas perdem o seu sentido e passam a ser substituídas, respectivamente, pela (1) consolidação de um estilo próprio fixado pelo maior número de repetições de uma característica sob temas diversificados e pela (2) aurização institucional, que se dá sob a forma da criação de uma prótese de ambiente sacralizado;
3_Essa relação explica substancialmente porque cada vez mais a arte produzida nas ruas se integra ao restrito circulo do que é socialmente reconhecido como ARTE;
4_Na verdade, o processo é o inverso do que parece, não é a arte das ruas que cada vez mais se aproxima do que é socialmente concebido como ARTE, mas a concepção da ARTE cada vez mais se torna mais incapaz de ser plenamente realizada senão sob a mesma forma que já vem sendo produzida há tempos no ambiente urbano.
FORA A ARTE DAS GALERIAS
