1_ Uma obra de arte deveria ser aurizada essencialmente pelo reconhecimento de duas etapas de sua produção: (1) a originalidade do artista concretizada sob a forma de exclusividade da sua obra e (2) a sua capacidade técnica de realizar plenamente a idéia concebida;
2_Em uma época de reprodutividade técnica, em que tudo é passível de ser copiado, essas etapas perdem o seu sentido e passam a ser substituídas, respectivamente, pela (1) consolidação de um estilo próprio fixado pelo maior número de repetições de uma característica sob temas diversificados e pela (2) aurização institucional, que se dá sob a forma da criação de uma prótese de ambiente sacralizado;
3_Essa relação explica substancialmente porque cada vez mais a arte produzida nas ruas se integra ao restrito circulo do que é socialmente reconhecido como ARTE;
4_Na verdade, o processo é o inverso do que parece, não é a arte das ruas que cada vez mais se aproxima do que é socialmente concebido como ARTE, mas a concepção da ARTE cada vez mais se torna mais incapaz de ser plenamente realizada senão sob a mesma forma que já vem sendo produzida há tempos no ambiente urbano.
FORA A ARTE DAS GALERIAS
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Há 11 anos

3 comentários:
Há controvérsias...
SOBRE a: consolidação de um estilo próprio fixado pelo maior número de repetições de uma característica sob temas diversificados.
Não corresponderia a repetição de uma característica ao que se chama estilo do artista? Ou está somente associado à técnica utilizada na produção da arte? Umas aspas. ”Talvez o termo produção não tenha sua melhor empregabilidade em relação ao termo arte.”
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