sexta-feira, 15 de maio de 2009

Chuva.
Eu sentado nesta calçada vejo
As pernas que passam e penso
Um absurdo silêncio
Posso ouvir a brisa deste cigarro –
Queima lentamente
Insatisfação vital
Os fogos me atraem
Dessa janela não sei se poderia me ver
Se acaso dela saísse com fome mundo
Na procura de um espelho
Veria distante e paciente, momentaneamente paciente;
Não busco realizar nada,
Nada que seja compartilhar um vazio
Mas sentidos se afloram e me fazem desde o início entorpecido
Descrédito da fórmula vida saudável
E este perfume barato que disfarça minha falta de paciência para um banho matinal
Enjoado das minhas próprias ações julgo-me ser pouco neste mundo

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